Pra quem não acompanhou, coloquei uma poesia aqui - que é o título deste blog - e que foi inspirada num livro do Rúbem Alves que lí ano passado. Segue um trecho: [...] Só não consigo entender o tempo Que congela em nós as memórias Com mesma rapidez que envelhece Tão desapercebidamente Que ainda nos sentimos jovens [...] Eis aqui a mesma coisa dita por Gregório de Matos Guerra: Discreta, e formosíssima Maria, Enquanto estamos vendo a qualquer hora Em tuas faces a rosada Aurora, Em teus olhos, e boca o Sol, e o dia: [...] Goza, goza da flor da mocidade, Que o tempo trota a toda ligeireza, E imprime em toda a flor sua pisada. Ou por Manuel Bandeira: Foi para vós que ontem colhí, senhora, Este ramo de flores que ora envio. Não no houvesse colhido e o vento e o frio Tê-las-iam crestado antes da aurora. Meditai nesse exemplo, que se agora Não sei mais do que o vosso outro macio Rosto nem boca de melhor feitio, A tudo a idade afeita sem demora. Entenderam? Então... [...] Quero conseguir ser ...