15 de novembro de 2016

A orkutização do tempo.

Acorda, e mesmo antes do café, senão durante, pega o celular e checa o WhatsApp, olha se tem email e dá uma olhada rápida no Facebook, no Twitter, no Instagram, no Hello e quem sabe até no LinkedIn.

No trabalho, vez por outra, entre uma pesquisada na rede e uma verificada no email da empresa, escapole da rotina e checa "rapidinho" as redes sociais de novo ou pra assistir alguma coisa no YouTube. E isso se repete algumas vezes por dia na hora do almoço, no lanche e antes de fechar de vez o expediente.

De volta em casa, toma banho, ao invés da TV, entra no Netflix e zapeia pra ver as novidades ou pra ver mais uma parte daquela série ou pra terminar aquele filme que ficou faltando um pedaço outro dia.

Antes de dormir, ouve um pouco de música baixinho no Spotify enquanto lê no Kindle mais um capítulo de um livro de ficção científica que o serviço indicou baseado em seus hábitos de leitura.

Chega final de semana e passa a manhã "zerando" aquele jogo "indie" no Steam ou no PS3 ou no mesmo no celular.

Se você se identificou com uma ou algumas destas rotinas. Não se sinta mal. É a Internet entrando em nossa vida e tomando conta de tudo.

Sem que a gente note, vamos achando que cada aplicativo desses é essencial. Não vivemos mais sem. Ou pelo menos achamos...

Realmente não é fácil viver sem. Eu, particularmente, amo cada um desses serviços. Mas o que mais me queixo deles todos é a quantidade de tempo que esses aplicativos e serviços online "roubam" da gente.

E o tempo é caro. Sempre foi.

É justamente da nossa atenção que esses serviços vivem. E quanto mais a nossa atenção eles tem mais dinheiro eles ganham. Preste atenção!

É sábio utilizar esses serviços sem que se seja utilizado por eles. E esse equilíbrio não é fácil. Por isso devemos "vigiar", ser cuidadores do nosso tempo. Sempre atentos, nós devemos encontrar os "ralos" por onde se esvai nossa vida para que um dia quando você olhar pra traz não chore se lamentando:

- Perdi tanto tempo no Facebook...
- O que? No Facebook? Aquele site que fechou?
- É. Igual o Orkut.


31 de agosto de 2016

Impeachment


Quem perde a capacidade de se indignar diante da impossibilidade justiça perde sua humanidade.
Em 94 eu votei no Brizola, em 98 e em 2002 no Ciro Gomes (e em Serra no segundo turno), em 2006 votei no Cristovam Buarque (e no Alckmin no segundo turno), em 2010 e 2014 na Marina Silva (e em Serra e Aécio no segundo turno). Ou seja, nunca votei no PT (Lula ou Dilma), e só votei no PSDB (Serra, Alckmin ou Aécio) em segundo turno quando as opções eram ou PT ou PSDB. Com isso posso dizer que não sou nem PT nem PSDB. Mas também não sou nenhum outro partido. Começo assim pra contextualizar e localizar e deixar claro o que escrevo a seguir: Depois de 8 anos de FHC/PSDB já estava na hora de mudança. Aí veio o Lula/PT e seus 8 anos de governo foram, noves fora, muito bons. Novamente seria hora de mudança. 8 anos de um partido no poder já tá bom demais. Mas a Dilma/PT ganhou e ganhou de novo. Sério? 16 anos de PT no poder? Achei muito. O governo dela já não era a mesma coisa. Ela não se saiu a excelente gestora vendida nas campanhas. Péssimo governo. Crise política. Problemas com o congresso. Dilma no poder sem conseguir governar. Sem traquejo político e por vezes arrogante com o congresso, de quem dependia pra votar leis. Muito ruim. Aí veio esse impeachment. Não sabia o que pensar. Fui procurar entender. Assisti os argumentos dos dois lados. Acusação e defesa. Meses disso. Repetições mil. Cheguei a uma posição. Se o impeachment fosse baseado no conjunto da obra do governo dela, ela era culpada fácil. Mas não era o caso. A defesa está certa. O impeachment baseado no que foi é fraco e facilmente se prova que ela é inocente. Salta aos olhos.

Quantos às acusações feitas, Dilma é inocente. Inocente sim. É duro pra você ouvir isso? É duro admitir? Provavelmente você nem quer ler o resto, não é? Exatamente. Leia e pense comigo. Prometo que não vou defender Dilma. Só elaborar um pensamento. Primeiro uma lembrança histórica: Você sabia que Fernando Collor foi absolvido no supremo (sim, o STF) daquela acusação que tirou ele da presidência? Pois é. Ele era inocente daquelas acusações. Mas quando acontece um impeachment - principalmente no Brasil - a acusação em si pouco importa, o que importa é se o presidente tem maioria na câmara e no senado. E Dilma não tem mais, pois o PMDB do vice, e que é maioria - decidiu tirar Dilma e por Temer no lugar se aliou à oposição. Então mais nada importa. É como se de repente a presidente virasse primeiro-ministro e o sistema político - apenas pra tirar o presidente - virasse temporariamente parlamentarista. Aí amigo... já era! O Papa Francisco ou o próprio Jesus em pessoa pode ser testemunha de defesa que não adianta nada. Aquele circo todo é político. Na política qualquer pretexto vale. Vale aqui um adendo sobre a imprensa. Principalmente a Globo mas não só ela. Quem assiste Globo e Globo News e que tem um pingo de criticismo percebe claramente o quão tendencioso aquele canal é. É impressionante. E acho tão desnecessário. É um desserviço. Mas enfim... Nas ruas também não importa. Quem quer que Dilma saia (muitos desses que até votaram nela e no PT quando tava tudo bem, tudo legal) tá pouco ligando se é Temer ou próprio Lúcifer que vai assumir no lugar dela. Tá pouco importando que não haja provas. Inocente ou culpada tanto faz. O que acontece daí pra frente? Dane-se! Tanto faz! Vamos pagar pra ver. E ao ver tanta gente - daí incluindo-se os parlamentares, deputados e senadores e pessoas comuns como eu e você - que, mesmo sabendo de sua inocência, pouco se importando, desde que ela saia. Você percebe o ódio, o sangue nos olhos. A cara maquiavélica quase que dando aquela risada clichê de vilão... mu hu ho ha ha ha... Eu aprendi que pra ser justo tem que ser imparcial. Mesmo sendo duro admitir que o veredito justo não é aquele que você queria. Você tem que fazê-lo.

A gente aprende na vida que a justiça é rara. Muito rara.

8 de janeiro de 2016

11 Anos

Há 11 anos começávamos a namorar...

Quero mais 11, e mais outros tantos. Só estamos começando. Que venham!! Vamos tirar de letra! Te amo!

* Essa foi a primeiríssima de nossas fotos juntos. Tirada pelo Irineu, que nos viu juntos e parou pra uma prosa.


11 de novembro de 2014

Perdoar

Mesmo quando se é humilhado sem nenhum motivo
Quando quem te fez mal, o fez apenas por fazer
E não se consegue nem entender

Mesmo quando minhas entranhas dizem que não
Quando minha carne rasga em revolta
E todo o meu ser geme de dor

A alma encontra o chão
E clama por uma força que já não encontra
Do fundo de um vazio imenso

Se cala

E perdoa

15 de agosto de 2014

Sensações

Sinto uma profunda tristeza. Não entendo porque. Sinto um vazio. Uma sensação de frustração. De não estar conseguindo cumprir meu dever neste mundo. Como se estivesse descarregando um caminhão de areia com uma colher de chá. Sinto-me sobrecarregado - por minha própria culpa, por dizer 'sim' pra todos quase sempre, e por tentar cumprir minha palavra com eles todos. Sinto que não tenho tempo pra mim. Que não faço o que quero fazer. Sinto que sou fruto de minhas próprias escolhas. Sinto que preciso dar um basta em tudo isso mas sem ruptura, sem quebrar promessas nem minha palavra. Sinto que pra isso acontecer precisarei aprender a usar o 'não' por um bom tempo. Tanta coisa que preciso fazer que nem sei por onde começar. Isso me deixa paralisado. Desanimado. Daí essa tristeza. Essa frustração. Sinto muito.

20 de maio de 2014

Parece que agora vai...

É uma verdadeira odisseia. Vai mas não vai. É hoje. É amanhã. Já fico meio sem graça até pra falar do assunto. Mas lá vai:

Hoje voltei a estúdio e reiniciai as gravações do meu álbum. Vamos ver no que dá...

13 de novembro de 2012

Nada do meu disco

E o tempo passa. E os afazeres se acomulam. E projetos vem e vão. E me vejo soterrado por tanta coisa pendente, tanto por fazer. Tantos para agradar. E acabo não fazendo nada meu. Não cuidando de mim. Não realizando meus sonhos...

Enquanto isso meu eterno projeto de gravar meu disco vai ficando pra traz.

E o tempo passa.

2 de novembro de 2011

Onde?


Onde eu perdi o remo?
Onde eu perdi o rumo?
E fiquei sem prumo
E fiquei sereno
E fiquei sozinho
Sem saber o que fazer.


Onde eu perdi o fio
desta vida pequena?
Que me era tão pouca
e desperdicei
Porque não era eterna
Como pensei.


Jequié, 1/11/11

28 de setembro de 2011

Sem Tempo

Impressionante como tenho dito muito esta frase nos últimos tempos. Cheguei ao ponto de ser assim apelidado por alguns de meus amigos. Resolvi então parar um pouco para pensar no porque de me sobrar tão pouco tempo e acabei chegando a uma simples conclusão: Não é o tempo que me falta. Me falta é critério...

21 de junho de 2011

Seu Zio e suas 34 mil moedas

Nunca mais havia postado aqui. Porque? Sei lá...  Por falta de tempo. Ou talvez por preguiça mesmo. Quem sabe por nunca mais sentir vontade de escrever ou porque não encontrava algum assunto que sentisse que valia a pena. Mas quando ví este vídeo eu não tive dúvidas e aqui estou postanto novamente.

Este filme da Fiat sobre o caso do Seu Zio, um cabra daqui de Jequié (só podia ser né?) que juntou 34 mil moedas durante 7 anos para comprar um carro é muito emocionante e realmente inspirador. Eu realmente tenho muito o que aprender na vida sobre a vida. Sobre o que é viver. Sobre o que é sucesso realmente. Sobre o que é passar por esta existência e sentir que está fazendo diferença.

Chega de conversa... assistam:


13 de janeiro de 2011

Serra Grande

Ai que saudade que eu tenho de Serra Grande
Ai que saudade que eu tenho das praias de Serra Grande
Onde a gente se cansa de descansar
Onda a vida parece que passa bem mais devagar

Deus quando fez Serra Grande tava inspirado
Vejam as matas e os sons que eu achei neste lindo lugar
O pescador nunca volta sem trazer peixe
E até quem vem de passagem, daqui não quer mais voltar

Dá gosto tomar um banho de mar
Dá gosto beber uma água de coco
Dá gosto ficar por aqui mais um pouco
Ficar por aqui mais um pouco

9 de dezembro de 2010

Pra que pensar?

Se quisesse chamar a atenção do mundo, bastaria fazer algo ridículo e se orgulhar daquilo. Este mundo se hipnotiza fácil com o medíocre, com o imbecil... Isso o entretem e fica tudo mais fácil pois não precisa pensar.

Se o mundo for pensar ele enlouquece consigo mesmo. O mundo sente nojo de si... Como também sentiríamos se nossas entranhas nos fossem expostas. As entranhas do mundo estão aí expostas pra quem quiser ver... E fedem...

Mas todos se viram para a TV pra ver um mundo maquiado, melancias penduradas na cabeça, manipuladores das marionetes que somos pois não trocamos o canal e aumentamos o volume e desligamos nossos cérebros.
Os comentários aqui postados podem ser citados desde que se mencione junto o autor - no caso eu - e se coloque junto um link para este site ou o permalink para a página de postagem correspondente.