28 de fevereiro de 2005

Loucos

É o tempo dos mestres
De culturas estranhas !
É o que dizem os loucos
Os pobres de coração
É um tempo de angustias
Das tristezas constantes
O princípio das dores
E falsos amores,
É um tempo de luta
Fome, desolação
O medo contra a nação.
É o começo do fim...
É tempo de arrepender-se
De crêr e observar
Entender e falar
Contra os falsos gritar:
Jesus Cristo virá.


Adriano Estevam e Joe Edman

26 de fevereiro de 2005

Muita dor...

Depois de sofrer durante alguns dias com um ciso nascendo e me machucando muito a boca. Resolvi - incentivado por minha namorada, dona Iêda - retirar o bendito ciso. E ontem foi o dia fatídico. Acordei, me arrumei e rumei pra lá com ela. O dentista foi rápido e em menos de uma hora eu já tava em casa. Mas foi só a anestesia passar seu efeito pra eu literalmente "ver Jesus". Nossa que dor terrível! Cheguei a me arrepender de ter tirado o tal dente pois a dor que sentia antes era bem menor. Então tomei os remédios prescritos pelo dentista, mas eles só fizeram efeito cerca de uma hora depois do fim do efeito da anestesia. E essa hora simplesmente não passava... os segundos pareciam minutos... os minutos horas... foi muito difícil suportar tanta dor mas enfim o bendito efeito do medicamento chegou e... que alívio! Tenho andado pela casa com este medicamento na mão... não largo ele pra nada... estou acordado agora justamente pra não perder a hora de tomar ele novamente ou terei que passar por aquilo novamente... não quero nem pensar!
Sei que estes momentos de pós-operatório são terríveis. Além da dor, tenho que tomar sopinha, papinha e não comer nada muito sólido. Ficar de repouso o dia todo, não pegar peso e isso e aquilo e coisa e tal e tal e coisa. Mas sei também que no final disto tudo eu vou ficar legal e não vou mais sentir dor.

Tenho sido muito questionado sobre minha separação. Muitos não entendem o que eu passei durante aqueles anos. Não sabem da dor que tive que suportar ali durante tanto tempo. Não entendem que por mais nobres que fossem as nossas intenções (falo isso em nome dos dois) não conseguiríamos manter aquilo por mais tempo porque nos fazia muito mal. Doía. E porque doía eu resolvi "retirar aquilo" e me separei. E a dor da separação foi maior que a dor que sentia antes. Ao me ver sem minha casa, meu conforto que levei tanto tempo pra construir, não acordar mais todo dia junto com minha filha, não colocando ela todo dia pra dormir, achava que não ia vê-la crescer...
Foi terrível. Cheguei a querer não ter separado pra só ter que aguentar aquela dor anterior que era menor... mas o tempo - que é o remédio deste caso - passou e cicatrizou a ferida da separação. Desde dezembro me sinto recuperado. Tanto que resolví na época investir em outro relacionamento. E o investimento deu lucro. Hoje, quatro meses de separado e quase dois meses namorando de novo eu vejo como foi bom ter feito o que fiz. Estou feliz e não penso mais naquela dor. Muito menos em sentí-la novamente...

24 de fevereiro de 2005

Fluirá

Brilhará sobre os povos a Tua justiça.
Se ouvirá sobre os montes a fúria do Teu poder,
E então toda a Terra verá Tua glória e se espantará.
Tua luz brilhará, Teu espírito então fluirá.

Tua luz que dissipa e mostra caminhos
Traz a mim o sorriso da paz plena ao coração.
Então deixarei transbordar Tua graça e descansarei
Te darei meu caminho e luz a este mundo serei.


Adriano Estevam e Joe Edman

19 de fevereiro de 2005

Como menino

Entre o medo eu te conhecí
Perseguido estava quando então Te vi.
Ao longe me esperando.
Tão disposto a me encontrar e abraçar.

Quase o desespero me enlouqueceu.
Ví que o inimigo era o meu proprio eu.
Chorei como menino

Disposto a te encontrar e abraçar.

Corri pra Tí buscando abrigo de todo mal.
Achei a paz e o refúgio pro meu viver
Renascí ao Te ver e te conhecer...
Por te encontrar eu vou viver.


Adriano Estevam e Joe Edman

14 de fevereiro de 2005

Barulhos

Corrente acerrada
A frágil jangada
Jogada as ondas do mar
Terríveis torrentes
Mas homens valentes
No barco insistem remar
Barúlhos que ecoam no ar
De um vento raivoso a uivar
E a vida da gente
Jogada no vórtice
A morte querendo ceifar

Sozinho no leme
Um homem não treme
Apenas insiste em guiar
Conhece o caminho
Das águas da vida
Naufrágios que pode evitar
No leme da vida Jesus
Passagem da morte pra luz
Pois sabe que as águas
Não podem levar
O barco que leva Jesus

"As ondas atendem ao meu mandar... sossegai..."

Adriano Estevam e Joe Edman

10 de fevereiro de 2005

Confiança

Tú és a minha luz, a minha salvação.
A quem eu vou temer, de quem terei temor?
Se estás a me guardar do perigo a me livrar.
És a força minha, a rocha de libertação.

Pois os limpos e humildes te conhecerão
E os puros e os mansos esta terra herdarão.
Que buscar a tua face seja sempre o meu querer.
Te amar pra sempre, seguir-te até morrer.

Adriano Estevam e Joe Edman

5 de fevereiro de 2005

Oração

Senhor eu venho te pedir
Que sempre esteja aqui
Que sempre eu ouça a Tua voz
Falar lá dentro do meu coração
Para que eu seja uma luz
A brilhar nas trevas
E nunca me afaste de Tí

Joe Edman
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