10 de setembro de 2006

Nós e o Caos

Quem já leu sobre a teoria do caos? Aquela mesma do "efeito borboleta" que diz que as ondas de deslocamento de ar criadas pelas asas de uma borboleta lá no pacífico pode influenciar na intensidade de um provável furacão no mar do caribe alguns anos depois.

Essa da borboleta serve como parábola para explicar que tudo que fazemos agora - inclusive eu digitar este post, e por conseqüencia, você o lendo - influenciará em nosso futuro. Pode chegar ao extremo de, apenas por causa da simples leitura deste post seu futuro ser completamente outro.

Onde quero chegar? Simples! Se o nosso futuro depende única e exclusivamente das decisões ou ações que a cada momento estamos tomando e executando, porque não então brincar com isso? Porque não dizer "sim" quando normalmente diríamos "não" ou vice-versa? Porque não sair quando normalmente ficaríamos em casa? O simples "fazer diferente do normal" já mudaria muito as coisas!

A minha impressão é que nós sempre temos a tendência de nos mantermos naquela mesma linha reta de sempre. Acomodados. Quase como que num barco em um rio com remos e lemes à nossa disposição pra irmos onde quisermos mas simplesmente deixamos que a correnteza nos leve. Fazendo tudo que - estatisticamente - faríamos. Sempre no limite da nossa "segurança" pessoal. Porque não correr riscos? Porque não jogar tudo pra cima? Tomar rumos diferentes do que normalmente tomaríamos.

Isso serve pra mim! Há alguns dias atráz deixei pra lá a oportunidade (talvez) única de ir pra Salvador e fazer um curso de direito. Fico me perguntando: Qual seria o meu futuro se esta decisão fosse tomada? Não só neste caso mas em inúmeros outros casos eu - e vocês, com certeza - me faço aquela irriquietante pergunta que sempre começa com "e se... ?". Tenho certeza que a história da "máquina do tempo" foi criada para satisfazer - na fantasia - esta enorme curiosidade do homem de saber o que poderia ter acontecido nos inúmeros universos paralelos decorrentes das nossas incontáveis possibilidades diante das grandes questões de nossas vidas.

Por isso, acho que se, na hora de tomar as decisões, a gente parar um pouco pra pensar nas conseqüencias daquelas próximas ações talvez nosso futuro seja até mais - ou menos - previsível. Isso pra quem tiver vontade de tentar - ou não - controlar o próprio futuro. Pra quem - como eu - não tá nem aí para o rumo das coisas - mesmo porquê nem adianta ficar preocupado com o futuro porque ele está em contante mutação mesmo - o negócio é mesmo brincar com o destino.

Eu defendo que - as vezes - se diga "não" quando normalmente o que seria dito fosse o "sim". Fazer diferente! Amarrar o cadarço do sapato com a mão inversa da que normalmente fazemos todo santo dia. Ir para o trabalho por ruas diferentes. Comer coisas diferentes, inclusive coisas que não gostamos. Uma vez passei um mês inteiro comendo maxixe no almoço. Eu odiava maxixe. Depois de um mês acabei gostando. Isso - se não servir pra mais nada - pelo menos cria novas conexões sinápticas cerebrais. Estimula seus sentidos. Isso é maravilhoso.

Não se deve ter medo do futuro. O simples fato de ter medo do futuro já o altera totalmente. Faça coisas que normalmente você não faria. Escrevendo isso - por exemplo - eu já estou fazendo um pouco disso. Mude o tempo todo. Estagnar é deixar que a correnteza te leve. Mude seu jeito. Deixe o passado pra traz. O passado não dá pra alterar. O futuro sim.

Saia da mesmice! Seu futuro agradece! Isso tudo só pra deixar o destino maluco. Ele merece! Não?
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