27 de março de 2007

Daqui do Exílio...

Foi-se o verão... mas a vontade de estar no paraíso que é Serra Grande fica... e a cada ano aumenta... como pode um lugar ser tão íntimo... tão parte... que aqui onde estou eu me sinto exilado... será que na Semana Santa vai dar pra dar um pulinho lá e pegar uma rebarba do verão? Quem dera...

Giullia e Raquel em Serra Grande 2007

"Minha terra tem palmeiras..."

Andarilho do Vento

Eu sempre recebo - não sei como nem porque - por email, de um Sr. chamado José Inácio Vieira de Melo, poesias, muitas poesias. Leio todas! E sempre as que me chamam mais atenção eu estou publicando por aqui. Citando o autor, é claro! Valeu JIVM pelas poesias. São benvindas!
Andarilho do Vento

Eu sou um velho ator sem palco e sem platéia
Que traz no cais do peito antigas ilusões
E do pouco que sabe interpreta lições
De palhaço que alegra os meninos da aldeia

Basta o dia raiar pelas bandas da aurora
- Levanta - bate a porta - e vai ganhar a rua
- Tropeça no silêncio em que flutua a lua
- Restos de solidão caminhando lá fora

Esqueço a dor - o espelho - as marcas do meu rosto
- Produtos do salário em que se paga o imposto
Cobrado pelo tempo e pelas fantasias

Andarilho do vento atravessando o acaso
Deixo a tarde no céu - o meu relógio atraso
E assim faço de mim a profissão dos dias

Adelmo Oliveira

21 de março de 2007

Eu? Escritor?

Sempre quis escrever um livro. Acho que todo mundo pensa nisso pelo menos uma vez na vida. Mas... o que por num livro? Bom, quando você analisa friamente, percebe que tudo, ou quase tudo, já deve ter sido colocado em livros. Já existem livros sobre qualquer assunto que você invente de imaginar. Só este fato isolado me fez adiar esta tarefa por anos. Sempre que eu ligava o meu computador pensando em escrever algo - qualquer texto que fosse - e iniciava o processador de textos, ficava durante vários minutos olhando para aquela tela que se parece perfeitamente uma folha de papel em branco e... nada!

Não saia nada desta cabeça. Aqueles minutos parecem eternos. Quem já passou por isso sabe. Tudo passa pela sua cabeça. Nada que interesse a você, claro. Nada que valha a pena por ali. E aquela eterna tortura parece te destruir, te humilhar - “Quem você pensa que é para estar aqui tentando escrever?” – é o que parece me dizer o tempo todo aquela tela branca com aquele cursor que pisca sem parar, que, ao invés de te convidar, elegantemente te desanima. Qual o nome disso? Acho que pode ser medo, falta de criatividade ou de dedicação – quem sabe? – ou até mesmo pode me faltar este dom. Mas o que importa é que estou começando a vencer esta limitação.

A segunda parte desta verdadeira guerra é chegar ao tema, quando o livro é de poesia isso deve ser bem mais fácil – pelo menos pra mim. O problema está quando você inventa de inventar um romance ou uma história de ficção. A trilha é mais estreita e espinhosa. Como criar e onde se passaria a trama? E os personagens? Que características físicas ou pessoais teriam? É tanta coisa pra pensar e planejar que apenas sentar na varanda não vai te inspirar o suficiente.

Ler outros romances pode ajudar mas também poderia te influenciar a não ser original o suficiente. Nesta hora nada é suficiente, simplesmente não dá pra ser racional. Tento me entregar, dedicar, e parece não ser o bastante. A insegurança é tão grande que metade do tempo você pensa em desistir, em apagar aquele arquivo medíocre do seu computador de uma vez por todas e usar o computador para aquelas coisas em que você já está habituado a trabalhar.

Mas um dia espero conseguir escrever um livro... quem sabe um que fale da falta de criatividade de um escritor. Mas isso também já foi escrito! Droga! Acho que vou tentar o livro de poesias mesmo...

17 de março de 2007

Holofote

Que faço eu neste circo sem graça?
Assisto, espio, interrogo, esmoreço. Pesco
três ou quatro pedaços dessa tristeza toda

Que faço? Tiro o cisco dos olhos com
as lágrimas e os orvalhos das urtigas
e experimento, extasiado, a inclemência do vinagre

Daqui tudo vejo: bifurcações nas estradas do sempre
levam inevitavelmente ao útero do primeiro dia
e toda ida é sempre uma viagem de retorno

A lua, desde a mais antiga das eras
decretou-se mãe dos que dormem na praça
e holofote dos que lutam no escuro

Edmar Vieira

16 de março de 2007

Computador Novo

Já não era sem tempo. Finalmente consegui! Neste post eu falei sobre minhas necessidades quanto a um novo computador. 4 meses depois, finalmente estou postando dele. Uma bela máquina com tudo que eu precisava para produzir melhor.

Vou ficar com o notebook por enquanto. Acho que ainda vou precisar dele principalmente para a CBBa que vai acontecer em Itabuna no mês de junho. Depois disto vou vendê-lo e juntar a grana na poupança para - quem sabe? - talvez um pouco mais pra frente comprar outro.

Agora fico um pouco mais tranquilo porque vou produzir bem mais.

15 de março de 2007

O Tempo

Uma outra canção (já é a segunda - depois vou fazer uma sessão lateral com as canções que já estão por aqui). Uma bossa que compus em 1989 no início de tudo, quando ainda aprendia a tocar mas já arriscava compor. E amava isso. Eu perdia noites entre aprender a tocar as canções de Jorge Camargo, Jorge Rehder, Nelson Bomilcar e companhia; e compor muito. Eu dormia abraçado com o violão. Bons tempos...

Esta bossa nova fala da relatividade do tempo e das implicações dele em nossa vida e pelo mundo. Também é um alerta sobre a volta de Cristo que é o dono do tempo e é o único que sabe que dia será este em que ele retornará pra nos buscar e acabar com o tempo. Aqui a letra:

O Tempo

As vezes o tempo passa devagar
Aos nossos olhos o relógio parece não funcionar
Mas num minuto que lenta
Quantos lances que passam?
Quantas vidas se acabam por aí?
As vezes o tempo parece até disparar
E o ponteiro do relógio não para de girar
Mas num minuto que voa
Quantos homens se matam?
As pessoas se esquecem do amor por aí.
Seja rápido ou lento,
O tempo é o tempo
E não para pra esperar
Enquanto tempo houver
Abra bem seus ouvidos
E descubra ao notar
Que jesus virá um dia
Libertar da escuridão
Aquele que O aceitar
Quando Ele vier
Para quem ficar
Já não há alternativa
Quando o tempo esgotar

Joe Edman


Foi gravada em 2003 em julho de 2005 nos estúdios Martany Music. Eu toquei o violão e minha irmã Gisane Monteiro - formada em canto pela UFBA - interpretou. Quando compus não imaginava nunca que esta canção ficaria tão bem numa voz feminina. Ficou perfeita.

Ouça e comentem:



Se não aparecer o player acima então clique aqui!

11 de março de 2007

Retorno Terrível II

Aconteceu de novo! Mesmo carro, eu e Tote, dirigindo a noite, vindo desta vez de Ipiaú. Só que desta vez foi muito mais surreal:

Eu e Tote fomos a Ipiaú para dar manutenção em alguns computadores de uma clínica de lá que nos contratou. A ida foi perfeita. Chegamos na hora e fizemos nosso trabalho todo. Só que terminamos muito tarde e decidimos vir embora assim mesmo. Nossas caminhas quentinhas em casa nos chamavam. E partimos de volta para Jequié.

Assim que saímos de Ipiaú percebemos que a idéia não havia sido tão boa assim porque entramos numa neblina muito densa que não dava pra ver direito a estrada.... era um aviso... mas continuamos assim mesmo. Eis que há uns 2 quilometros antes de Jitaúna - pertinho da entrada para Itagibá - vem de lá uma picape com todos os faróis que tinha direito - e os que não tinha também - acesos na nossa cara. Ficou tudo branco e eu não ví mais nada. Estavamos andando devagar por causa da neblina e eu pisei no freio pra diminuir mais ainda porque não via nada e estava com medo de sair da estrada.

Foi tarde. A roda direita dianteira do carro caiu num buraco enorme. Só ouvimos a batida forte e imediatamente sentimos que o peneu dianteiro esquerdo havia furado. Paramos e - tranquilamente - colocamos o estepe. Pensamos que em Jitaúna seria fácil achar uma borracharia aberta... novo engano nosso... era sábado e a impressão que tive era que cada pessoa que eu via nas ruas de Jitaúna estava com um copo de cerveja na mão. Procuramos uma borracharia e não encontramos nenhuma. Todas fechadas.

Mas continuavamos a sentir as nossas caminhas quentinhas nos chamando cada vez com mais intensidade. Não pensamos duas vezes em arriscar vir para Jequié sem um estepe cheio. E lá fomos nós. Caímos novamente na estrada e com menos de 10 minutos nela, ocorre novamente o mesmo episódio: Um carro de lá com um irredutível farol alto; outro buraco enorme na estrada e outro peneu furado. Desta vez o dianteiro direito. Paramos na beira da estrada. Só ouvíamos os grilos e sapos daquela noite escura. Não havia mais estepe.

Começamos a analizar as possibilidades:
  • Entrar no carro, dormir e esperar amanhecer. Descartado porque a caminha quentinha nos chamava cada vez mais forte.
  • Voltar a pé para Jitaúna e tentar uma borracharia e/ou ligar pra casa em busca de ajuda.
  • Ir com o peneu furado até Jequié e depois comprar outro peneu e outra jante.
  • Ficar ali mesmo na beira da estrada e pedir ajuda para cada carro que aparecesse.
Antes de decidirmos vímos pela luz dos faróis que um carro estava se aproximando. Resolvemos rápido tentar pedir ajuda para aquele carro, mesmo sabendo que era praticamente impossível alguém para num lugar daqueles para dois caras no meio da noite. Mas não foi o que aconteceu: Era uma ambulância que passava. E imediatamente ele parou e nos ofereceu carona para Jitaúna. Pegamos o peneu furado, fechamos o carro, entramos na ambulância e fomos de volta a Jitaúna. O rapaz da ambulância sabia onde morava o borracheiro e foi buscá-lo pra nós.

Em alguns minutos já tinhamos borracharia aberta. Mas o peneu havia cortado na lateral num lugar que tornava impossível reparar com as ferramentas que ele tinha lá. Estavamos sem peneu. Mas o borracheiro procurou entre os seus peneus e achou um que nos serviria. Sem cobrar nada mais por isto ele prontamente nos emprestou aquele peneu.

O cara da ambulância nos levou de volta ao nosso carro e o borracheiro foi junto para colocar o peneu no lugar. Com o peneu trocado fomos ver o estrago no segundo peneu furado. Também havia sido cortado na lateral e a jante estava muito empenada. Não era possível arrumar em Jitaúna. E como ele não tinha mais peneus para nos emprestar. Resolvemos novamente arriscar a continuar a viagem sem estepe. E partimos. Agradecemos ao cara da ambulância e pagamos ao borracheiro. Eles voltaram pra Jitaúna e nós estávamos de volta à estrada.

Mas desta vez estavamos com tanto medo... viemos tão devagar que acho que alguém andando viria mais rápido. E conseguimos chegar a Jequié famintos e com muito sono. Nós então relaxamos e decidimos fazer um lanche no Corujão (um trailler que faz lanches maravilhosos). Lanchamos e quando entramos no carro... surpresa! O peneu que o borracheiro havia nos emprestado tinha esvaziado... o terceiro na mesma noite.

Mas aí eu já não tinha mais nada a perder... tem um posto na frente do trailler... fui até lá com o peneu baixo... pedi para o cara encher o peneu, fui levar Tote na casa dele e depois fui pra casa. São e salvo... finalmente! E dormimos cada um em sua cama quentinha...

Na manhã de domingo fui ver como estava o carro e pra minha surpresa os dois peneus do lado direito estavam furados. Foram quatro peneus numa única noite graças aos malditos buracos da BR 330 que liga Jequié a BR 101. Foi uma aventura e tanto!

Ah! Já ia me esquecendo de agradecer ao anjo da ambulância de Jitaúna que nos salvou ao nos ajudar. Ele não só nos levou a Jitaúna como ainda foi atráz do borracheiro e depois nos trouxe de volta ao carro. Sem querer nada em troca. Apenas para ajudar mesmo. O nome dele eu não sei mas ele nos disse que em Jitaúna todos conhecem ele por seu apelido "Guducha". Obrigado Guducha por tudo!

Números...

Tava tão sem tempo que passou e nem comemorei: Em janeiro este blog comemorou 3 anos de operação e fui checar outros números deste blog até esta semana. Aí vai:
  • mais de 200 posts por aqui
  • mais de 1300 links postados no del.icio.us
  • quase 200 fotos postadas no Flickr
  • 14 leitores via RSS
  • (8 deles via Bloglines)
  • mais de 50 visitas por dia
  • Google PageRank 5
  • Technorati Rank 518.021 com (26 links de 8 blogs)
  • BlogBlogs Rank 476 (1 link de 1 blog)
É legal ver isto aqui crescendo e se desenvolvendo. Mais legal ainda ver que existem alguns que gostam (ou não) do que posto por aqui. Isso me anima a prosseguir. Enquanto tiver prazer nisso eu farei...

7 de março de 2007

Louvar a Deus (a canção)

Como divulguei anteriormente, o GoEar.com voltou a ativa e consegui colocar canções por lá. Por isso agora dá pra postar algumas por aqui. Vamos lá:

Esta canção eu fiz para o CD Som Nosso em 1997, que tinha o objetivo de divulgar todos de nossa cidade que trabalhavam com música naquela época. Já fazem 10 anos que gravei isto e já não soa a mesma coisa mas ainda dá pra escutar. A letra vocês podem ver neste post de 20/04/2005 um pouco modificada.

Minha intenção quando fiz esta canção foi justamente dar um toque, tentar mostrar pra quem canta que louvar não é só cantar. Músicas só conseguem chegar ao coração de Deus sob forma de oração. É meio que uma exortação aos irmãos que trabalham com a música na igreja. Nem sei se consegui passar direito a mensagem mas...

Espero que gostem. E gostando ou não: comentem tá?



Se não conseguir ouvir no player acima, clique aqui!

5 de março de 2007

Março e as novidades para 2007!

Geralmente é no mês de março que faço as grandes mudanças no meu blog. Mas este ano a grande mudança ficou mesmo a cargo do próprio Blogger que tratou de lançar a versão nova do seu sistema e isso só já deu uma boa melhorada no visual da página.

Mas pra não ficar só nisso, depois de pensar muito em algo prático e que não tome meu já tão escasso tempo, eu achei uma solução bem "barata" em termos de tempo e mesmo assim não menos criativa. Vou postar por aqui algumas músicas minhas que já foram gravadas por mim ou por amigos.

Vou utilizar o espanhol GoEar.com para poder disponibilizar por aqui as músicas já que o Blogger não permite armazenar por aqui mesmo as tais canções. Já iria colocar uma hoje mas pena que o GoEar.com está com a página de novos registros desativada no momento.

Quem sabe ao ouvir vocês me dão o incentivo final que preciso pra tomar vergonha e entrar de vez no estúdio...

2 de março de 2007

Feira de Santana

Estive em Feira de Santana nesta sexta-feira e voltei no sábado atendendo a um chamado pra instalar um servidor e de aproveitando para tentar expandir os negócios de webdesigner, claro!

Já estive em Feira de Santana algumas vezes mas nunca pude dizer que conhecia aquela cidade. Recentemente estive lá com meu amigo Carlito e até que deu pra rodar pelo centro a pé e entender um pouco dela. Também estive no cinema e no shopping de lá. Muito legal.

Desta vez fui sozinho. De carro (contra a vontade de todo mundo). Cheguei lá cansadão... quebrei minha cabeça pra encontrar o hotel. Pra encontrar a empresa onde realizei meu trabalho... Pra encontrar a empresa do meu contato por lá...

Rodei muito pra me orientar mas finalmente me encontrei e por lá eu acho que não me perco mais. Achei muito lugar com comida boa e barata. Um acarajé maravilhoso perto da Igreja Batista Central. Enfim... consegui até chegar ao shopping sozinho e depois voltar pro hotel...

Resumindo gostei de Feira de Santana. É uma cidade com ares de capital e cidade do interior ao mesmo tempo. Uns dizem que é violenta mas todas são...

Num momento onde me sinto meio pra baixo, ir a Feira melhorou um pouco meu astral. Andando de carro sozinho naquela cidade eu me senti, por alguns minutos, dono de meu nariz... e feliz.
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