29 de agosto de 2006

A Música em Pessoa

Queria escrever algo legal para este disco que me marcou muito e cujas músicas - principalmente as de Tom Jobim - não me saem da cabeça. Este disco me fez ficar interessado pelo autor e acabei lendo seu livro. É uma poesia meio estranha porque além de português ele era do início do século. Mas não é nada que não se supere logo no início. Dá até pra sentir o vigor da modernidade aflorando em seus versos.

Como disse acima, eu queria escrever, mas acabei achando este texto no site da gravadora Biscoito Fino que já diz quase tudo que eu queria falar. Portanto, porque não deixar os especialistas no assunto comparecerem um pouco? Então lá vai:

Lançado pela primeira vez em 1985, data em que se comemorou os cinqüenta anos de morte de Fernando Pessoa, A Música em Pessoa é um exemplo de casamento perfeito entre a poesia portuguesa e a canção brasileira.

São 15 poemas, musicados por alguns dos principais compositores brasileiros: Antonio Carlos Jobim, Francis Hime, Edu Lobo, Milton Nascimento, Sueli Costa, Arrigo Barnabé, Dori Caymmi, entre outros. Se Fernando é português na poesia, A Música em Pessoa é brasileira na canção.

Produzido por Elisa Byington e Olivia Hime, A Música em Pessoa traz, em sua nova edição, remixada e remasterizada, um bônus especial: a inédita versão de Tom Jobim para Autopsicografia (dos versos "o poeta é um fingidor/finge tão completamente/que chega a fingir que é dor/a dor que deveras sente"), cantada pelo próprio Tom.

A canção havia ficado de fora da edição original por um argumento simples: na euforia de musicar poemas de Pessoa, Tom excedera a encomenda fazendo três canções para o disco. Autopsicografia acabou ficando num baú virtual por 17 anos (mais ou menos como a obra de Pessoa, só revelada em toda sua grandeza depois da morte do poeta, em 1935).

Tom interpreta ainda suas versões para O Rio da Minha Aldeia (minha predileta) e Cavaleiro Monge; Marco Nanini relê Passagem das horas, com música de Francis Hime; Francis e Olivia Hime cantam Glosa; Marília Pêra sustenta O menino da sua mãe, ambas com melodia de Francis; Nana Caymmi potencializa Segue o teu destino, musicada por Sueli Costa; Ritchie revela um aspecto britânico de Pessoa em Meantime; Jô Soares incorpora Álvaro de Campos em Cruzou por mim, veio ter comigo em uma rua da baixa..

A intenção das produtoras de A Música em Pessoa foi incluir os quatro heterônimos mais famosos do poeta: Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Bernardo Soares, além de poemas assinados por Fernando Pessoa - ele mesmo.
E tem também a ficha técnica:
  • Projeto: Elisa Byington
  • Produzido por Elisa Byington e Olivia Hime
  • Direção de Produção: Max Pierre
  • Direção de Estúdio: Olivia Hime e Elisa Byington
  • Técnico de gravação: Célio Martins, Garrafa, Dorey, Mário Jorge e Cacá
  • Assistentes de estúdio: Julinho, Jackson, Billy, Leco, Beto, Marcelinho e Herlinton
  • Assistente de produção: Jorge Corrêa
  • Remixado no Estúdio Sarapuí por Gabriel Pinheiro, Rodrigo de Castro Lopes e Olivia Hime
  • Assistente: Fernando Prado
  • Remasterizado no Estúdio Visom Digital por Rodrigo de Castro Lopes
  • Capa: Paulo Gomes Garcez
  • Projeto gráfico do LP original: Ana Monteleone e Paulo Gomes Garcez
  • Projeto gráfico deste CD (baseado no design original do LP): Arthur Fróes
  • Arranjadores: Paulo Jobim, Dori Caymmi, Francis Hime, Ritchie, Toninho Horta, Edu Lobo, Edgard Duvivier, Jaques Morelenbaum, Gil Reys, Nando Carneiro e Chiquinho de Moraes
  • Instrumentistas: Dori Caymmi (violão), Gilson Peranzzetta (piano), Luís Alves (contrabaixo), Francis Hime (piano), Celso Woltzenlogel (flauta), Eduardo Morelenbaum (clarinete), Sacha Amback (teclados), Gê Côrtes (baixo acústico e elétrico), James Müller (percussão), Toninho Horta (violões), Otávio Bonfá (guitarra), Jamil Joanes (baixo), Théo Lima (bateria), Max Pierre (bateria), Svab (trompa), Túlio Mourão (teclados), Cristóvam Bastos (piano), Nico Assunção (contrabaixo), Marcio Montarroyos (trumpete), Mário Bonfa (piano), David Ganc (flauta), Jaques Morelenbaum (cello), Tonho Barnabé (violões), Arrigo Barnabé (violões), Paulo Jobim (violão e flautas), Celso Porta (flauta), Botelho (1º clarinete), Justi (2º clarinete), Bruno (oboé), Nando Cordeiro (violões e teclado), Tom Jobim (piano), Danilo Caymmi (flautas).
  • Orquestra de cordas: Aizik, Michel Bessler, José Alves, Walter Gomes, Paschoal Perrota, Francisco Perrota, Luiz C. Masques, Arlindo Penteado, João Jerônimo, Bernardo Bessler, Giancarlo Pareschi, Virgílio Arraes (violinos), Nelson Macedo, Hindenburgo Frederic Stephany, Eduardo Pereira (violas), Alceu de Almeida, Luiz de Samith, Jorge Kundert, Jaques Morelenbaum
  • Coro: Tom, Ana, Paulo e Elisabeth Jobim, Paula e Jaques Morelenbaum, Simone e Danilo Caymmi, Maúcha Adnet
E as canções, com seus autores e interpretes:
  1. O Rio da Minha Aldeia (Alberto Caeiro/Tom Jobim) Voz: Tom Jobim - 2m42s
  2. Segue o Teu Destino (Ricardo Reis/Sueli Costa) Voz: Nana Caymmi - 2m28s
  3. Glosa (Fernando Pessoa/Francis Hime) Voz: Francis e Olivia Hime - 2m51s
  4. Meantime (Fernando Pessoa/Ritchie) Voz: Ritchie - 4m21s
  5. Emissário de um Rei Desconhecido (Fernando Pessoa/Milton Nascimento) Voz: Eugênia Melo e Castro - 4m06s
  6. Passagem das Horas (Álvaro de Campos/Francis Hime) Voz: Marco Nanini - 5m23s
  7. Meus Pensamentos de Mágoa (Fernando Pessoa/Edu Lôbo) Voz: Edu Lôbo - 3m17s
  8. Livro do Desassossêgo (Bernardo Soares, Olivia Byington, Edgard Duvivier) Voz: Olivia Byington - 2m43s
  9. Saudade Dada (Fernando Pessoa/Arrigo Barnabé) Voz: Arrigo Barnabé - 50s
  10. Na Ribeira deste Rio (Fernando Pessoa/Dori Caymmi) Voz: Dori Caymmi - 3m59s
  11. Cavaleiro Monge (Fernando Pessoa/Tom Jobim) Voz: Tom Jobim - 1m44s
  12. O Menino da Sua Mãe (Fernando Pessoa/Francis Hime) Interpretação: Marília Pêra - 1m43s
  13. Quem Bate à Minha Porta (Fernando Pessoa/Arrigo Barnabé) Voz: Vania Bastos - 4m00s
  14. Cruzou por Mim, Veio Ter Comigo Numa Rua da Baixa (Álvaro de Campos/Nando Carneiro) Interpretação: Jô Soares - 3m58s
  15. Autopsicografia (Fernando Pessoa/Tom Jobim) Voz: Tom Jobim - 1m17s
A capa é coisa fina, muito bem acabada, um luxo mesmo. As canções são muito boas. Algumas eu conhecia mas nunca imagina que eram de quem eram... se é que me entendem...

Este disco é uma constelação de grandes nomes da nossa música, literatura, humor e teatro. Tudo junto num só trabalho e em torno de um grande poeta. Só a música pra fazer isso né? É de empolgar.

E pra terminar a letra da minha canção favorita neste trabalho:

O Rio da Minha Aldeia
Poema de Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)
Música: Antonio Carlos Jobim

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia

O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está
A memória das naus.

O Tejo desce de Espanha
E entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso, porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o mundo
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.
Lindo e profundo! O que mais dizer?

24 de agosto de 2006

Postando direto do Writely

Seguindo uma dica do Thalis Valle, eu estou testando o uso do Writely para postar daqui direto no blog aproveitando as funcionalidades desta ferramenta maravilhosa. Não é muito difícil de configurar (requer umas manhas) mas parece que funcionou né?! Inclusive fiz algumas edições depois de já ter postado e foi só republicar e pronto. Muito bom!

Eu uso o Writely já tem um tempão mas nunca tinha me atentado para postar daqui. Até que foi fácil. Mas dá pra perceber que ainda não estão totalmente integrados. Tive alguns problemas na hora de configurar pelo ID do meu blog, como eu tenho 2 blogs aqui no Blogger ele sempre se confundia e postava justamente no blog que eu não queria postar.

Outro que promete é o Zoho Writer. Estou testando há um mês e tenho gostado muito. O visual é bem mais bonito que o do Writely e parece ser mais rápido também. Hoje tentei postar de lá pra ver como é que ele funciona mas não consegui postar no Blogger. Quem sabe para o LiveJournal, o WordPress ou o Typepad a coisa seja diferente.

23 de agosto de 2006

Unopar Virtual uma bagunça? Espero que não!

Como todos devem saber, estou fazendo o Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Marketing na Unopar Virtual pelo PROUNI. EAD - Ensino a distancia. O curso é muito bom e eu estou adorando. Tanto que até desisti de fazer Direito - também pelo PROUNI - na UCSAL em Salvador (claro que não foi só por isso).

Só que a Unopar de uns tempos pra cá anda pisando na bola com seus alunos. Só na minha turma tem pelo menos 3 alunos - incluindo aí o meu caso, que eu saiba - enfrentando problemas diversos com relação a matrículas erradas, parcelas duplicadas e faltas que não aconteceram.

Um colega meu recebeu falta no dia da prova que ele fez e inclusive tem a nota lá no site pra provar que ele fez. Como é que foi que ele conseguiu fazer a prova sem estar presente é que ninguém entende. Outro colega perdeu por faltas no semestre passado mas está lá com as xerox das listas de freqüencias comprovando que ele estava presente nas aulas.

Meu caso é o mais intrigante. Pelo segundo semestre consecutivo eles me matriculam no semestre errado. No segundo semestre me matricularam no módulo I ao invés do II. E agora neste semestre novamente me matricularam no módulo II ao invés do III. Também no semestre passado ao chegar em casa vindo da aula entrei no site e ví que tinha recebido falta. A primeira do semestre.

Será que é porque tá crescendo muito rápido e há poucas pessoas pra resolver tantos problemas? O pior é que pra resolver é uma eternidade porque tudo é lá na sede em Londrina no Paraná. O problema da minha matrícula errada mesmo só se resolveu hoje, mais de um mês depois do início das atividades deste semestre.

É um curso excelente mas os alunos já estão começando a desconfiar. Esta desorganização e lentidão para resolver os problemas pode queimar a imagem da instituição. Eu mesmo já estou com um pé atráz. Vamos ficar de olho nos próximos acontecimentos pra ver se eles ficam expertos.

Quero crer que isso é temporário e que tudo vai ser resolvido logo.

22 de agosto de 2006

Mudanças de Hábitos

Ontem, das 14 até as 17 horas, aconteceu num o primeiro ensaio da minha nova banda, ainda sem nome, formada por mim no violão (baixo e teclado também), Márcio Mega nos teclados (baixo e violão também), Luiz Carlos Luthier no baixo, Márcio na bateria e Trifino Jr. nas guitarras (violão também). Foi num estúdio próprio para ensaios que passamos 3 horas maravilhosas sentindo aquele prazer de tocar novamente. E tocar apenas pelo prazer de estar ali "batendo um babinha" como convencionamos dizer.

Estamos trabalhando num arranjo para a música "Viajar" de Sérgio Pimenta. E demos também uma passadinha rápida na minha canção "Pra Valer" e já planejamos para o próximo ensaio a canção "Coração" de João Alexandre. Era pra ser só instrumentais mas todos chegaram com tanta sede que também queremos cantar as canções que gostamos. Os instrumentais ficam para uma outra hora. O que importa é que a gente fique animado e focado em algo que todos gostem. E foi o que aconteceu. O próximo é daqui a 15 dias e já estou ansioso. Postei até algumas fotos do ensaio lá no Flickr.

Hoje foi minha volta - a terceira tentativa desde 2003 - pra academia pra fazer musculação e tentar perder peso de maneira mais focada em resultados. Meu corpo dolorido me diz que isso vai dar certo ao mesmo tempo que me diz pra desistir. Mas desta vez não vou desistir. Não posso!

Tinha feito um blog para que todos os meus 7 leitores pudessem acompanhar o desenrolar de minha perda de peso mas era muito chato ficar postando todo dia o meu peso assim como era chato também acompanhar (acho eu). Acabei desistindo. Mas um dia destes descobri o Traineo e já estou fazendo isto por lá. Através da minha página na Traineo dá pra acompanhar legal o desenrolar da minha labuta e acompanhar até por gráficos como a coisa vai indo. Espero receber incentivos.

E assim vamos. Iniciando novos ciclos e encerrando outros. Desta vez deixei pra traz o sedentarismo físico e musical. Precisava disso. E como está sendo bom... me sinto bem!

11 de agosto de 2006

Segundo Tiago Vianna

Um som quebrado meio pra jazz meio pra funk. Tudo extremamente tão nítido que dava pra sentir cada instrumento como se estivesse aqui na minha frente. Foi o que senti quando ouvi "De Terceiro Grau", a primeira faixa do disco "Segundo Tiago Vianna". Ainda na loja, eu falei para o cara: "Vou levar! Nem é preciso ouvir o resto!". Já sabia que se tratava de coisa fina e então comprei na hora mesmo sem nunca ter ouvido falar dele.

Mas que som! O disco todo é brilhante. A maioria das músicas são de autoria do próprio Tiago Vianna - 6 ao todo - ou de parcerias dele com o João Alexandre numa música e com o Tiago Chiavegatti em outra. Também há uma canção de Sérgio Pimenta (nem precisa comentar), uma de Beto Tavares (este eu vou comentar mais pra frente) e outra de Mauricio Caruso, totalizando 11 faixas de pura Música Cristã Contemporânea Brasileira com letras que fazem pensar e canções trabalhadas e forradas por arranjos primorosos.

Falando nos arranjos eles são alternados por Thiago Pinheiro (1, 5 e 10), Tiago Vianna (2 e 6), Moisés Alves (3, 4, 8, 9 e 11) e Sérgio Pereira do Baixo & Voz (7). Acho legal um trabalho ter vários arranjadores porque o disco fica muito mais gostoso de ouvir. Não é sempre, mas o mesmo arranjador meio que se repete - um ato falho talvez, não sei - e o trabalho fica numa mesmisse só. O que não é o caso deste. A direção musical (Moisés Alves, Thiago Pinheiro e João Alexandre) souberam dosar isto de maneira brilhante.

Os músicos do CD foram - além do próprio Tiago, que além de cantar, toca violão muito bem - Thiago Pinheiro (percussão e teclados), Felipe Fidelis (baixo), Osmário Marinho (bateria), Maurício Caruso (guitarras), Moisés Alves (teclados), Silvio Depieri (sax), Gilson Oliveira (percussão), Sérgio Pereira (baixos), Marcelo Minicz (percussão), Paulo Signori (contra-baixo acústico) e Celso Marques (flauta). Que time! Ufa! Gravar com uma galera dessas deve ser maravilhoso!

O legal é que o Tiago não deixa a peteca cair. Além de entrecortar as canções arranjadas por diferentes músicos ele também chama pra cantar consigo duas personalidades maravilhosas. Numa canção, a Juliana Pimenta - filha do Sérgio Pimenta - que fez uma bela estréia cantando logo a música do pai "O que me faz viver". E em outra a divina Marivone - a voz do Baixo & Voz - canta "Santo dos Santos" num primoroso arranjo do Sérgio Pereira - o baixo do Baixo & Voz. As duas canções ficaram lindas.

Queria fazer um destaque aqui da canção "Santo dos Santos" composta pelo Jocumeiro Beto Tavares. Ouvi esta canção pela primeira vez em 1991 - portanto há 15 anos - quando o Biza voltou da Jocum com ela na cabeça. Cantamos ela muito por aqui, fiz arranjos vocais para um grupo daqui da minha igreja que a interpretaram num grande festival daqui e ficaram em segundo lugar. Quando o Beto Tavares veio aqui em 1993, nós pedimos autorização para gravá-la e ele - é claro - permitiu numa boa. Só que nunca a levamos pra estúdio. Quando eu ouvi esta canção neste CD eu variei entre a alegria de reencontrá-la e a tristeza de tê-la abandonado. Mas ainda vou gravar esta canção um dia... espero que o Beto ainda permita...

A voz de Tiago deixa bem claro de quem ele é um grande fã quando as vezes lembra a do João Alexandre. Acho isso normal. Quando eu cantava músicas de João Alexandre na igreja todo mundo dizia que eu cantava "igualzinho" a ele. Só que quando eu cantava canções do Jorge Camargo ou Carlos Sider ou até do Sérgio Pimenta também. Será que eu imitava? Não era intencional, juro!

Quero deixar a canção "De Terceiro Grau" aqui por ser aquela que me marcou quando ouvi o CD pela primeira vez. No encarte do CD o Tiago fala desta canção:

"A gente gosta de viver em perigo... É como se a qualquer momento tudo pudesse ir pelos ares! É tempo de se encontrar com Deus e sair de situações que colocam nossas vidas em risco!"

Muito legal esta maneira de enquadrar a questão sem utilizar "teologismos" ou "dialetos evangélicos", o chamado "evangeliquês".

De Terceiro Grau
Tiago Vianna

O que essa gente espera
Ao mesmo tempo despreza
Vê, se isola, desespera
Porque não pode apagar
Com as mãos este incêncio!

Bem à sua volta
Paixão e revolta
Puro gás à espreita do fogo acender
Tudo pelos ares em um só minuto

Queimadura de primeiro grau
Tem como ser tratada a tempo
Queimadura de segundo grau
Mais difícil, mas há tempo
Queimadura de terceiro grau
Não sabe se vai ficar
Curado por inteiro

Dessa impaciência, pura indigência
Truque, fantasia, passa-tempo fútil
Tudo pelos ares em um só minuto...
Vem pra perto de Mim!
É nesta direção que eu acho que a música cristã deve seguir. Com estilo, arte e muita criatividade. Fazendo o consumidor de música pensar. Chega de dar tudo mastigado gente! É hora de refletir! Espero que tenham gostado!

Aí está a lista das canções do álbum:

1. De Terceiro Grau (Tiago Vianna)
2. Fico Com Você (Tiago Vianna)
3. Ainda Chorar (Tiago Vianna)
4. O Que Me Faz Viver (Sérgio Pimenta)
5. Ato Falho (Tiago Vianna)
6. E Quem Não Quer (Tiago Vianna e João Alexandre/Tiago Vianna)
7. Santo dos Santos (Beto Tavares)
8. Pra Onde Ir (Tiago Vianna)
9. Visitação (Tiago Chiavegatti/Tiago Vianna)
10. Renovação (Tiago Vianna)
11. Quando Vier o Dia (Tiago Vianna)

Quem quiser comprar este disco basta ir lá na loja Edificai ou simplesmente ir direto pra página deste CD. Visite também o site do Tiago Vianna.

9 de agosto de 2006

Elementar meu caro Gurtner!

Já era madrugada quando lí pelo Bloglines sobre o II Desafio Escriba Café e resolvi ir lá conferir. Como ninguém havia vencido ainda (ou pelo menos ainda não tinham anunciado um vencedor) eu resolvi tentar.

Não vou contar aqui como resolvi pra não estragar a surpresa de quem está tentando resolver mas, até que não achei difícil não. Levei pouco menos de uma hora pra solucionar, redigir o texto da solução e enviar.

E qual foi a minha surpresa quando no outro dia recebi o email deles informando que havia vencido o desafio. Em seu podcast do dia 8 de agosto, o Christian disse que até então outros dois chegaram bem perto mas que eu tinha sido preciso. Elementar meu caro Gurtner... elementar!

Hoje chegou o livro-prëmio autografado, chamado A Cidade dos Milagres de autoria do próprio Christian Gurtner que já estou lendo e quando terminar vou postar por aqui uma resenha.

Quero agradecer ao Christian Gurtner pela oportunidade e por proporcionar - além do blog - o excelente podcast do qual sou ouvinte assíduo desde o início. Aliás desde os tempos do outro podcast da Oficina de Teatro do qual ele também participava. Valeu mesmo!

Já estou lá figurando no Hall da Fama do Escriba Café e já estou animado para novos desafios.
Os comentários aqui postados podem ser citados desde que se mencione junto o autor - no caso eu - e se coloque junto um link para este site ou o permalink para a página de postagem correspondente.