31 de maio de 2006

Onde existe amor, Deus aí está


Acabei de terminar de ler este livro de contos de Tolstói que Iêda - minha namorada - me emprestou (ela sabe muito bem escolher livros). São 5 contos todos maravilhosos. Gostei principalmente do segundo: "Os Três Eremitas" que já conhecia mas não sabia que esta estória era dele.

É uma leitura leve, de fácil compreensão. Um livro pequeno (uma pena) com estórias simples - quase parábolas - mas que fazem pensar. O último conto se chama "De Quanta Terra Precisa Um Homem" que é um tapa na nossa cara capitalista.

Vai aqui um texto de sua autoria que se encontra no prefácio do livro e que apresenta bem o estilo de seus contos:

Não Prego e não consigo fazê-lo, embora ardentemente o desejasse. Somente poderia pregar através das obras, e minhas obras são más. O que eu digo não é sermão, mas apenas uma impugnação à falsa compreensão do ensinamento cristão e uma explicação de seu sentido real... Repreenda-me - é o que eu mesmo me faço -, mas repreenda a mim e não ao caminho que trilho e indico àqueles que me perguntam onde é que, em minha opinião fica a estrada! Se conheço bem o caminho para casa e sigo por ele bêbado, zigue-zagueando de um lado para outro... isso fará com que o caminho por onde passo seja errado? (Tolstói)


Isso é perfeito. Vale a pena ler esse cara! Amei!

30 de maio de 2006

Assim falou Steve Wozniak

Pra continuar com as frases sobre a escola...

As escolas fecham a nossa mente para o desenvolvimento criativo. Elas fazem isso porque educação tem que ser algo para todos, e isso significa que o governo tem que fornecer, e esse é o grande problema. As escolas treinam as crianças para fazer certas coisas de certas maneiras, e não para PENSAR, e não para considerar NOVAS SITUAÇÕES. (Steve Wozniak, co-fundador da Apple)

26 de maio de 2006

A verdadeira Coca-Cola preta!

Acabei de ler aqui sobre um novo sabor de coca-cola que estão lançando nos EUA. Eita se alguém estiver passando por lá compre umas e traga pra mim que será bem recompensado!

25 de maio de 2006

Mais que um Sonho...

...sempre é possível resgatar o tempo perdido, mesmo que seja no por-do-sol da vida, na hora undécima...
...quem tudo espera de Deus e nada faz, comete a blasfêmia da indolência. E quem tudo faz sem depender de Deus, comete a blasfêmia da arrogância...
...lugares só são santos quando santificados pela presença de homens santos...
(Cáio Fábio)

Finalmente terminei a leitura de um antigo livro do Rev. Cáio Fábio que me foi emprestado por minha namorada Iêda que por sua vez lhe foi emprestado pelo seu pastor. O livro se chama "Mais que um Sonho. Uma visão do Reino de Deus na História" e foi publicado pela Editora Vinde em 1988.

...há manifestações do Reino que independem da Igreja. Por exemplo, o movimento para libertação da Índia, nos dias de Ghandi, promovendo a justiça, a dignidade e a libertação do povo hindu da dominação inglesa, foi, sem dúvida uma vitória do Reino. (Cáio Fábio)

É um livro antigo, mas não há nada mais atual. É incrível como ele fala de coisas que já aconteciam naquela época e que ainda acontecem. Deixei entrecortado neste post citações de partes do livro que me chamaram atenção só pra vocês terem um gostinho.

Fumar é um hábito profundamente desnecessário e danoso à saúde, porém é um mosquito moral perto dos camelos morais que nós engolimos. Porque vivemos com a calúnia na boca, com a mentira na língua, com a soberba no peito e com o oportunismo nas mãos e não nos sentimos em pecado. (Cáio Fábio)

O livro tem pouco mais de 90 páginas mas levei mais de 6 meses pra terminar porque cada parágrafo está repleto de informações e análises. Se você não tiver muitíssimo ligado perde o fio da meada. E eu perdi pelo menos umas 5 vezes. E sempre que me perdia eu voltava do início. Até que finalmente me animei e achei concentração suficiente pra terminá-lo.

O Reino de Deus é mais que minha igreja, é mais que sua igreja, é mais que todas as denominações juntas. O Reino de Deus não se contém em perspectiva humana alguma. Tentar contê-lo e domesticá-lo é blasfêmia. [...] É maior do que dizem os teólogos da libertação, encerrando-o à fronteira política. É maior do que dizem os religiosos obcecados, aprisionando-o ao templo e às instituições religiosas. É maior do que a visão daqueles que só imaginam o Reino na perspectiva carismática. O Reino pode conter tudo isso, mas é maior que tudo isso. (Cáio Fábio)

Este livro me esclareceu muito. Posso dizer que abriu minha mente para a mecânica do Reino de Deus. Consegui expurgar vários tabus e interrogações que pairam sobre este tema. Não serei mais o mesmo...

O lado mau da condição humana não regenerada dos que estão presentes no denso ambiente do Reino (a Igreja) nos assegura intermináveis realizações de situações problemáticas e incuráveis. Mas o lado bom dos seres regenerados no ambiente do Reino nos conduz à esperança. E assim gira a História entre soluços e sorrrisos. (Cáio Fábio)

23 de maio de 2006

Silvestre Kuhlmann - Alvissaras!


Foi em julho de 2005 e foi incrível! O vendedor me deu este CD e eu olhei meio desconfiado. E o cara falou: "Ouve! É a tua cara! Você vai gostar!". Achei que era papo de vendedor mas fui ouvir... e realmente adorei! Ouvi a primeira música - parecia com o estilo do Milton Nascimento, nunca tinha visto aquilo no meio cristão - desliguei o walkman e disse pro cara: "Já ouvi o bastante! Embrulha que eu vou levar!". E foi assim que entrei em contato com a música do Silvestre Kullman.

Violões! Muitos violões! Dá pra resumir nisso os arranjos deste disco lindo. Mas também se destacam as percussões, os vocais. Mas acima disto tudo estão as maravilhosas composições do Silvestre com algumas em parceria com Glauber Plaça, Eliezer Costa de Aquino. Letras do jeito que eu gosto: Com conteúdo e muita brasilidade.

O Silvestre Kuhlmann prima pela qualidade. A começar pela capa e encarte. Uma bela peça de arte com telas e direção de Anderson de Goes Monteiro. A produção e Técnica de Som fi de Omar Campos. Os arranjos foram do próprio Kuhlmann. O Omar e o Silvestre assinaram a mixagem.

Além dos arranjos, as composições também são todas lindas. As letras, bom, só deixando uma aqui pra mostrar o quanto esse cara é bom:
Não Dá Pra Esquecer
Silvestre Kuhlmann

Não dá pra esquecer
Do Amazonas, do rio Madeira
Seus afluentes e igarapés
Seus peixes, tucunaré, jatuarana
Pirarara, boto, arraia

Não dá pra esquecer
Do seringueiro, do pescador
Do garimpeiro e do semeador
Da roça de macaxeira
Do urucum, bacuri, açaí
Do ingá, tucumã, cuia, cupuaçú

Não dá pra esquecer que eles são esquecidos
Não dá pra esquecer que nós somos omissos
Não dá pra esquecer da cunhã sem leite,
Curumim com fome, do caboblo doente,
Cunhantã que se vende

Não dá pra esquecer
Do marinheiro, obreiro, pastor
Que no meio da mata adora ao Senhor,
Que os criou e não se esqueceu
E espera que nós não nos esqueçamos
E em verbo e em ação nos unamos.
Isso é lindo. Acho que foi uma das primeiras que ouvi. Foi o bastante não?

Os músicos do CD foram - além do próprio Silvestre (voz, violões, viola e bandolim), do Omar (guitarra) e do Glauber (vocais e violões) - Ocimar de Paula (baixo) , Jica, Edir Gonçalves, Fernando Soler (percussões), Étore Silva (bateria) e o perfeito Osvaldinho do Acordeon. Nos vocais estão também o Joel Cardoso, o André Santana e a Sônia Polonca. Um belo time.

Até ver este CD eu estava meio desanimado com a nossa boa música. Até então sem novos lançamentos dos nossos grandes artistas e - pior - sem novos artistas se lançando. Apesar de não ser o primeiro disco do Silvestre foi pra mim o cartão de visitas dele. Outra parte de seu cartão de visitas foi a simplicidade e o carinho com que ele me tratou nas nossas conversas via Orkut. Adorei o cara. Quero trazê-lo em minha cidade quando der.

Aí vai a relação de músicas deste CD, como todas as músicas foram compostas pelo Silvestre Kuhlmann, apenas cito aqui as que tiveram parceiros:

1. Alvíssaras! (com Glauber Plaça)
2. Fome e Sede
3. Criatividade
4. Três Estados (com Eliezer Costa de Aquino)
5. Todas as Manhãs
6. Necessidade
7. Fervor
8. Estou em Tuas Mãos
9. Desperdício de Amor
10. Não dá Pra Esquecer
11. É Hora

E antes que eu me esqueça, pra comprar este CD e outros do Silvestre e de tantos outros verdeiros artistas que fazem a verdadeira música cristã autenticamente brasileira, visite a loja do VPC.

15 de maio de 2006

Novidades

Maio tem sido muito apertado. Finalizando sites, pesquisando para os trabalhos e estudando para as provas da faculdade. Isso tudo enquanto meu carro resolveu dar zilhões de defeitos e me fez ficar horas plantado em algumas oficinas da cidade. E tudo isso de uma vez só.

Fora isso?

Finalmente chegou o pacote com os CDs de instalação do Ubuntu e vou poder experimentar este SO que todos dizem que é maravilhoso.

A Poliana transferiu pra mim a autoridade sobre a comunidade do Jorge Camargo no Orkut. Isso abre possibilidades para que possamos criar algum tipo de integração entre o site e a comunidade do Orkut. Vou tentar pensar em algo neste sentido. Só não estou conseguindo atualizar algumas configurações lá. É um bug do Orkut que não permite editar comunidades com mais de 1000 membros.

Iniciei minha dieta pra perder 30 quilos e voltar a ter 75. Já não aguento mais ficar assim. E já que o tempo voa tenho que me apressar pra que possa aproveitar meus dias de maneira saudável. Vou conseguir!

Estou quase terminando o livro do Caio Fábio. Um livrinho fino mas que é duro de terminar! Exige uma concentração tremenda senão não dá pra entender nada. Mas até que agora no final está mais fácil (ou eu já me acostumei) de digerir tanta informação. Quando terminar vou (tentar) fazer uma resenha do livro aqui. Mas já dá pra adiantar que é um livro excelente! Pena que já não se acha mais dele! É um livro bem antigo!

Bom! É isso! Deixa eu voltar aqui pros textos da faculdade!

3 de maio de 2006

A Web e o Oxigênio


Estava ontem lendo um texto da revista Marketing #387 e me deparei com um artigo de um dos colunistas que falava que todo mundo é viciado em Internet. Ele explica em como as pessoas mudaram seus hábitos depois da grande rede e que hoje passam uma mensagem pelo MSN para seu colega da mesa ao lado pra chamar ele pra ir almoçar.

O tal colunista deve ser um viciado em mídias digitais. Chego a pensar que quando ele descreve tudo aquilo, fala de sí. Não concordo com esta maneira de pensar. A Internet veio pra nos humanizar. É claro que houve - e sempre há - esse boom inicial onde as pessoas se vislumbram com a coisa toda. Foi assim no inícil da década passada e sempre é assim com os novos usuários que estão descobrindo a Web.

Fazem como as crianças quando se lambuzam com doces e chocolates sempre que tem oportunidade porque não é sempre que os pais deixam. Mas elas também enjoam. Por isso eu tenho certeza que isso passa. Me iniciei na internet em 1996, portanto há 10 anos. Nesta época também passava as madrugadas fuçando a rede só pelo prazer de estar nela. Não existia praticamente nada em português. Mas dava um prazer enorme estar navegando no maravilhoso Netscape.

Hoje vejo a rede como uma plataforma, uma ferramenta (e que ferramenta ein?), um canivete suíço elevado a uma potência infinita. Aos poucos isso tudo se tornará mais claro e esse boom todo irá passar. São coisas de nosso Brasil em desenvolvimento que precisa ao máximo acelerar a inclusão digital para que não tenhamos booms sobre booms. Veremos esta efervecência se dissipar e o que vai ficar quando a poeira baixar? Na minha opinião serão usuários concientes do verdadeiro papel da grande rede.

A rede será para nós humanos como o oxigênio. Presente em todos os lugares, porém, invisível (adeus fios) e absolutamente indispensável. Mas sem os viciados, por favor, né? Ou alguém já viu alguém sentir prazer apenas respirando?

Só pra lembrar o que aprendi...

Este post do blog PCnotas me lembra algo que aprendi há pouco tempo mas que mudou completamente minha maneira de pensar, viver e agir. Vale sempre reler e meditar em algo tão grande...

2 de maio de 2006

4 anos


União
Originally uploaded by Joe Edman.
Em todo dia 2 de maio comemoro o surgimento de alguém na minha vida que foi pra mim um verdadeiro divisor de águas. Depois dela não fui mais o mesmo. Amor entre pai e filho é algo que vai crescendo com a convivência.

Nosso amor cresceu nas noites em que passei em claro tentando em vão fazer com que ela dormisse. Nas inúmeras tardes em que chegava em casa pra ficar com ela em casa porque a empregada tinha que ir embora e eu ficava com ela - todo os dias, sem excessão - na rede de minha casa.

Eu comprometia meu trabalho com isto mas valeu a pena cada minuto que eu deixava de trabalhar pra ficar com ela. Até hoje - em todas as vezes que ela fica comigo - eu faço questão que ela durma comigo na mesma cama. É algo muito gostoso, indescritível. Só sendo mesmo pai pra entender.

Hoje em dia, sinto que temos uma grande amizade e cumplicidade. Isso era pra ser comum entre os pais e seus filhos por aí, mas infelizmente eu sei que não é. Por isso que eu tenho tanto orgulho disso.
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