21 de maio de 2004

Madrugada

A rede balança
Faz frio
A rua
A cidade
Tudo quieto
O vizinho tosse
A grande porta
De vidro e ferro
Reflete a cidade
A luz do poste
Teima em me perturbar
Vejo formas nas nuvens
Um coelho
Rachando ao meio
No silêncio
Percebo a paz
Reflito
Redescubro
Reinvento
Não há nada
Na madrugada
Mas tudo está lá
Inquietante
Misterioso
O que ela esconde?
Todos dormem
Menos eu
E o vizinho que tosse
Tenho dúvidas
Sinto medo
Frio
Solidão
Queria sair
Andar
Vagar sem rumo
Que nada
Vou dormir
Cansei da madrugada

Joe Edman

Um comentário:

Gladir Cabral disse...

Grande poema, Joe. E grande surpresa poder fazer contato contigo antes mesmo de conhecê-lo pessoalmente. É interessante que essa coisa chamada tecnologia pode aproximar pessoas e facilitar o contato humano. É interessante também que ela não impede a criatividade, a poesia, pelo contrário.

Parabéns pelo blog.

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