20 de janeiro de 2008

Daqui da Rede


Não tem vento
Mas a lua - quase cheia - compensa
Ouço canções,velhas conhecidas
Os coqueiros não se mexem
Parecem ter medo ou respeito
Pelo som do mar que nunca se cala
E nunca para, mesmo sem vento
Amanhã vou embora...
Queria ficar, isto aqui me atrai
Algo aqui já me escravizou
E não reclamo...
Isto aqui é minha ilha
Minha zona de conforto
Meu exílio, meu oásis
No deserto das mesmas coisas.
O templo onde devo prestar
O verdadeiro culto a Deus.
Aquele portão está ali...
O coqueiro inclinado também...
Só não sei até quando...
São personágens daqui
Testemunhas do que passou
E do que ainda virá
Afortunados que são
Por todo dia ver o sol nascer
De camarote...

Serra Grande, 21/01/2008

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