Holofote

Que faço eu neste circo sem graça?
Assisto, espio, interrogo, esmoreço. Pesco
três ou quatro pedaços dessa tristeza toda

Que faço? Tiro o cisco dos olhos com
as lágrimas e os orvalhos das urtigas
e experimento, extasiado, a inclemência do vinagre

Daqui tudo vejo: bifurcações nas estradas do sempre
levam inevitavelmente ao útero do primeiro dia
e toda ida é sempre uma viagem de retorno

A lua, desde a mais antiga das eras
decretou-se mãe dos que dormem na praça
e holofote dos que lutam no escuro

Edmar Vieira

Comentários

Anônimo disse…
Bem, Joe...
Pelo visto temos várias coisas em comum!! Cristo e poesias!! hehehe

Gostei muito do seu espaço!! Fiquei feliz de estar recebendo vc lá na blogosfera cristã!!

Carpe Diem!
Blessings

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