21 de março de 2007

Eu? Escritor?

Sempre quis escrever um livro. Acho que todo mundo pensa nisso pelo menos uma vez na vida. Mas... o que por num livro? Bom, quando você analisa friamente, percebe que tudo, ou quase tudo, já deve ter sido colocado em livros. Já existem livros sobre qualquer assunto que você invente de imaginar. Só este fato isolado me fez adiar esta tarefa por anos. Sempre que eu ligava o meu computador pensando em escrever algo - qualquer texto que fosse - e iniciava o processador de textos, ficava durante vários minutos olhando para aquela tela que se parece perfeitamente uma folha de papel em branco e... nada!

Não saia nada desta cabeça. Aqueles minutos parecem eternos. Quem já passou por isso sabe. Tudo passa pela sua cabeça. Nada que interesse a você, claro. Nada que valha a pena por ali. E aquela eterna tortura parece te destruir, te humilhar - “Quem você pensa que é para estar aqui tentando escrever?” – é o que parece me dizer o tempo todo aquela tela branca com aquele cursor que pisca sem parar, que, ao invés de te convidar, elegantemente te desanima. Qual o nome disso? Acho que pode ser medo, falta de criatividade ou de dedicação – quem sabe? – ou até mesmo pode me faltar este dom. Mas o que importa é que estou começando a vencer esta limitação.

A segunda parte desta verdadeira guerra é chegar ao tema, quando o livro é de poesia isso deve ser bem mais fácil – pelo menos pra mim. O problema está quando você inventa de inventar um romance ou uma história de ficção. A trilha é mais estreita e espinhosa. Como criar e onde se passaria a trama? E os personagens? Que características físicas ou pessoais teriam? É tanta coisa pra pensar e planejar que apenas sentar na varanda não vai te inspirar o suficiente.

Ler outros romances pode ajudar mas também poderia te influenciar a não ser original o suficiente. Nesta hora nada é suficiente, simplesmente não dá pra ser racional. Tento me entregar, dedicar, e parece não ser o bastante. A insegurança é tão grande que metade do tempo você pensa em desistir, em apagar aquele arquivo medíocre do seu computador de uma vez por todas e usar o computador para aquelas coisas em que você já está habituado a trabalhar.

Mas um dia espero conseguir escrever um livro... quem sabe um que fale da falta de criatividade de um escritor. Mas isso também já foi escrito! Droga! Acho que vou tentar o livro de poesias mesmo...

Um comentário:

V!tor Sousa disse...

Caramba, Joe Edman!

Você não sabe como me identifiquei com esse seu post...

Mas primeiro, deixa eu explicar como vim parar aqui (apesar de já conhecer você e seu blog):
Terminei de ouvir o especial de Roberto Diamanso no "Sons do Coração", e fui catar na net algo sobre ele... aí o Google mostrou o título do teu blog... lembrei na hora e vim conferir!

Aproveitei que já tava por aqui e li esse outro post...

Enfim... pra encurtar a conversa, quero dizer que também sofro daquilo que chamo de "síndrome do cursor piscando na tela branca"... então, não se desespere... como dizem por aí: "acontece na melhores famílias" hehehe

Abração,
V!tor.

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