O Presente

Uma poesia muito linda de Alberto da Cunha Melo que não fala de mãe, mas fala do presente que é para cada pessoa a própria passagem do tempo. O que para algumas pessoas é ruim ele transforma em um presente. E quem souber saborear o que cada idade oferece de bom vive bem melhor. E é o que eu desejo para Dona Benilde minha mãe:
Que você saiba aproveitar (como eu acho que tem sabido) cada fase de sua vida. Que compreenda e viva intensamente o "tempus fugit carpe diem" (o tempo voa aproveite cada dia) que enfatizo tanto aqui no blog.
Sei que as vezes você não nos entendemos bem mas este conflito entre gerações não é mais novidade e sabemos que havendo respeito - como tem havido - sempre nos sairemos bem. Porque o amor do Pai é o óleo que lubrifica as engrenagens de nossa convivência diária. E falando no Pai... que Ele te abençoe muito viu? Te amo!
O Presente
O que hoje recebes
e não podes pegar, guardar
em panos e papéis laminados,
é imperecível,
presente onipotente.
Estás com ele na chuva
e não temes que se desfaça.
Estás com ele na multidão
e não o escondes dos mutilados.
O que não existe para os homens
deles estará protegido,
O que os homens não vêem
não poderão espedaçar.
Eis o que não te denuncia
porque não tem face
nem volume para ser jogado ao mar.
Eis o que é jovem a cada lembrança
porque não tem data
e série, para envelhecer.
O que hoje recebes
não pode ser devolvido.
Alberto da Cunha Melo
Na foto? As três gerações de minha família (seriam 4 se minha avó tivesse por aqui no dia da foto... ainda vou tirar uma com as quatro juntas): Minha mãe, minha irmã (ambas aniversariando hoje) e minha filha Giullia. Amo essa foto!
Parabéns pra você minha mãe! Pra você também viu, Nane?!
Comentários
Obrigada filho, pela demonstraçao de carinho para mim. Eu te amo muito.
Beijos.